Espasmo Hemifacial
Sintomas, diagnóstico e tratamento.
O que é o espasmo hemifacial?

Contrações involuntárias no rosto podem ter causa neurológica.
O espasmo hemifacial é uma condição neurológica caracterizada por contrações musculares involuntárias que afetam um lado da face.
Embora não seja uma doença, propriamente dita, pode causar desconforto funcional (cansaço e dor muscular facial), impacto estético e significativo constrangimento social.
O espasmo hemifacial ocorre devido à “descargas elétricas” que geram hiperatividade do nervo facial, gerando contrações dos músculos da face.
Essa condição provoca contrações repetitivas, involuntárias e geralmente progressivas de um lado do rosto.
Os espasmos costumam iniciar ao redor dos olhos (blefaroespasmo) e podem, com o tempo, envolver um lado inteiro da face.
O que causa o espasmo hemifacial?
Na maioria dos casos, o espasmo hemifacial é causado por compressão do nervo facial por um vaso sanguíneo (artéria ou veia) no local em que o nervo facial sai do tronco cerebral.
Esse contato contínuo pode gerar desgaste e irritação do nervo facial e desencadear descargas elétricas anormais, resultando nas contrações musculares.
Entenda como o nervo facial sendo um fio elétrico que pela pulsação contínua do vaso junto ao nervo, desenvolve um desgaste do seu isolamento elétrico.
A partir disso ocorrerá um curto circuito localizado que gerará as contrações na face.

Quais os sintomas do espasmo hemifacial
As manifestações típicas incluem:
✔ Contrações involuntárias em um lado da face
✔ Piscar excessivo ou fechamento involuntário do olho
✔ Movimentos involuntários da boca
✔ Sensação de tensão facial
✔ Episódios que pioram com estresse ou fadiga
Os espasmos podem começar de forma discreta e evoluir gradualmente.
Como é feito o diagnóstico do espasmo hemifacial
O diagnóstico é clínico, baseado na história clínica contada pelo paciente associado à observação dos movimentos involuntários.
A ressonância magnética do crânio é um exame complementar, mas também essencial e tem seu papel no auxilio da identificação da:
✔ Compressão vascular
✔ Excluir causas secundárias (tumores, cistos e inflamações)
✔ Planejar eventual tratamento cirúrgico
Dessa forma, após uma suspeita clínica, a ressonância deve ser, imediatamente, realizada.
Qual o tratamento do espasmo hemifacial?
O tratamento do espasmo hemifacial consiste no tratamento da causa dos sintomas, ou seja, em desfazer o contato entre o vaso sanguíneo e o nervo facial.
A única maneira de realizar isso é por meio de uma microcirurgia, na qual se identifica a relação entre o vaso e o nervo, afasta-se o vaso do nervo e coloca-se um anteparo entre o nervo e a artéria, impedindo que o vaso volte a tocar o nervo.
Esse é o único tratamento considerado curativo.
Há, no entanto, a possibilidade de realizar procedimentos que possam amenizar os espasmos e controlá-los por períodos variáveis de tempo.
A opção mais conhecida nesse sentido é o tratamento com toxina botulínica.
Essa toxina é aplicada nos pontos de espasmo, promovendo enfraquecimento muscular e reduzindo a intensidade das contrações.
O principal problema em relação à toxina botulínica é que seu efeito tem duração limitada (em média, cerca de três meses), sendo geralmente necessárias aplicações recorrentes.
Um possível efeito das aplicações repetidas é a atrofia muscular da face, podendo gerar alterações estéticas significativas e, em alguns casos, associadas à persistência dos espasmos.
Esse tipo de terapia é provisório e deve ser indicado principalmente para pacientes que apresentem condições clínicas graves e não possam se submeter à cirurgia, ou para aqueles que optem por não realizar o procedimento cirúrgico, desde que estejam plenamente cientes das limitações desse tratamento.
Espasmo hemifacial é grave?
Não é uma doença grave nem degenerativa.
Entretanto, pode ser progressivo e causar:
• Constrangimento social
• Interferência visual (quando há fechamento involuntário do olho)
• Desconforto funcional






