Meningioma
Sintomas, diagnóstico e tratamento.
O que é o meningioma?

Tumor cerebral geralmente benigno, mas que pode exigir acompanhamento especializado.
O meningioma é um dos tumores intracranianos mais frequentes. Na maioria dos casos, trata-se de uma lesão benigna, de crescimento lento, que se origina nas meninges — as membranas que revestem o cérebro.
Apesar de seu comportamento geralmente indolente, o meningioma pode causar sintomas importantes dependendo de sua localização e tamanho.
O meningioma é um tumor que se desenvolve a partir das meninges, estruturas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal.
Diferentemente dos tumores que se originam do tecido cerebral, o meningioma cresce a partir dessas membranas externas, podendo comprimir o cérebro à medida que aumenta de tamanho.
Características gerais:
✔ Crescimento geralmente lento
✔ Predominantemente benigno
✔ Pode permanecer estável por anos
✔ Mais comum em mulheres
✔ Maior incidência após os 40 anos
Meningioma é câncer?
Na grande maioria dos casos, não.
Os meningiomas são classificados em graus, de acordo com características microscópicas:
Grau I (benigno) – mais frequente
Grau II (atípico) – comportamento intermediário
Grau III (anaplásico) – raro e mais agressivo A maioria absoluta pertence ao grau I.

Quais são os sintomas?
Os sintomas dependem da localização do tumor.
Alguns pacientes permanecem assintomáticos por longos períodos, especialmente quando o tumor é pequeno.
Quando há sintomas, podem incluir:
Dor de cabeça progressiva
Alterações visuais
Fraqueza em membros
Alterações cognitivas
Crises convulsivas
Alterações de equilíbrio
Disfução de nervos cranianos (alteração de deglutição, paralisia facial, perda de audição, dormência na face etc.)
Como é feito o diagnóstico dos meningiomas
O diagnóstico é realizado por meio de exames de imagem, principalmente:
- Ressonância magnética com contraste- Tomografia computadorizada (em casos selecionados)
A ressonância permite avaliar:
Tamanho do tumor Localização exata Relação com estruturas relevantes (artérias, veias e nervos)
Presença de edema cerebral.
Todo meningioma precisa de cirurgia?
Não.
A decisão depende de múltiplos fatores:
✔ Tamanho
✔ Localização
✔ Velocidade de crescimento
✔ Presença de sintomas
✔ Idade e condição clínica do paciente
Meningiomas pequenos e assintomáticos podem ser apenas acompanhados com exames periódicos, desde que não estejam próximos de estruturas relevantes do cérebro (veias, artérias, nervos ou áreas cerebrais eloquentes, como as áreas da fala, visão e mobilidade).
Tumores grandes devem sempre ser tratados.
O tratamento dos meningiomas pode ser realizado de duas formas: por cirurgia ou por radiocirurgia.
O tratamento curativo dos meningiomas é a remoção cirúrgica da lesão.
Os riscos da cirurgia dependem de sua localização e tamanho. De maneira geral, quando realizada em centros de referência e por cirurgiões experientes nesse tipo de procedimento, a cirurgia costuma ser segura e eficiente.
Naturalmente, cada caso deve ser avaliado de forma individualizada.
A radiocirurgia é um tratamento que pode controlar o crescimento do meningioma, mas não remove o tumor.
Dessa forma, pacientes submetidos à radiocirurgia devem manter acompanhamento ao longo da vida, visto que, em alguns casos, o meningioma pode voltar a crescer anos após o tratamento.
Na prática, a radiocirurgia é indicada para pacientes com tumores pequenos que já demonstraram crescimento e que não podem ou não desejam realizar a cirurgia, desde que estejam cientes das limitações e dos riscos associados a essa terapia.
Meningioma é grave?
Na maioria dos casos, trata-se de um tumor benigno de crescimento lento.
No entanto, pode se tornar clinicamente relevante quando:
Comprime estruturas cerebrais ou envolve vasos que nutrem o tecido cerebral Interfere na visão
Afeta funções motoras ou cognitivas
A gravidade está mais relacionada à localização do que ao tipo histológico, na maioria dos casos.







