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Tumor de Hipófise

sintomas, diagnóstico e tratamento.

O que são tumores de hipófise?

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Os tumores de hipófise estão entre as lesões intracranianas mais comuns e podem estar presentes em 15-20% como achados incidentais em pacientes assintomáticos.

 

Na maioria das vezes são tumores benignos, que caso tenham crescimento, são capazes de afetar o equilíbrio homornal ou gerar compressão do quiasma óptico (parte do do nervo da visão).

Principais sintomas podem incluir:

Alterações visuais
Dor de cabeça frequente
Alterações hormonais
Perda de visão periférica
Produção de leite fora da gestação

O que é a glândula hipófise?

A glandula hipófise é uma estrutura de aproximadamente 1 cm de diâmetro que se situa na região selar (teto da cavidade do nariz e assoalho do crânio).

 

Ela está sob controle do hipotálamo e comanda diversas glândulas no organismo como: tireóide, glândula supra renal (produção do corticoide endógeno), testículos em homens, ovário nas mulheres, entre tantas outras funções.

 

Se comparássemos à uma empresa, o hipotálamo seria o presidente ou CEO (dá o direcionamento das atividades da empresa e interpreta os resultados), a hipófise seria o diretor (que comanda os funcionários de acordo com as orientações do presidente) e as glândulas periféricas seriam os funcionários (obedecem a hierarquia de comando da produção hormonal).

 

Dessa forma, problemas da glândula hipófise deixam o nosso organismo sem o diretor da produção hormonal, gerando disfunções e desequilíbrios que impedem que “a nossa empresa”funcione adequadamente.

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Principais sintomas dos tumores de hipófise?

Os tumores de hipófise podem gerar sintomas por hiperestimulação à produção hormonal ou por compressão de estruturas próximas, sendo a mais comum o nervo óptico (quiasma óptico).

Nesse cenário os adenomas hipofisários podem causar:

 

- Alteração de libido.

 

- Produção de leite nas mamas em homens ou em mulheres fora do período de gestação.

 

- Ganho de peso

 

- Diabetes- Estrias

 

- Aumento de extremidades (pés, mãos, nariz, etc.).

 

- Aumento do coração

 

- Infarto

 

- Dificuldades visuais (geralmente apagamento de parte da visão).

 

- Dor de cabeça

Diagnóstico dos tumores de hipófise

O diagnóstico dos tumores de hipófise é baseado na integração de três pilares fundamentais: avaliação hormonal, avaliação visual e exames de imagem, especialmente a ressonância magnética.

 

Essa abordagem combinada permite não apenas identificar a presença do tumor, mas também compreender seu impacto funcional no organismo.

 

A avaliação hormonal é uma etapa essencial da investigação. A dosagem dos hormônios permite identificar tanto situações de hiperprodução quanto de deficiência hormonal. É importante destacar que nem toda alteração hormonal é causada por um tumor de hipófise.

 

Por esse motivo, após uma avaliação inicial, torna-se fundamental analisar especificamente os hormônios reguladores produzidos pela hipófise. Dependendo das características clínicas de cada paciente, podem ser necessários testes complementares, sempre individualizados.

 

A avaliação visual também representa um passo crítico no diagnóstico.

 

Por meio da campimetria visual computadorizada, é possível analisar os campos visuais e detectar alterações sugestivas de compressão dos nervos ópticos. Em muitos casos, alterações visuais discretas podem não ser percebidas pelo paciente, sendo identificadas apenas durante o exame especializado.

 

A ressonância magnética do crânio com estudo focado na glândula hipófise é considerada um exame indispensável.

 

Esse método fornece informações essenciais para a definição da conduta terapêutica, incluindo o tamanho do tumor, sua relação com os nervos da visão e o eventual envolvimento de estruturas vizinhas, como artérias e outras regiões intracranianas.

 

A interpretação cuidadosa dessas imagens é decisiva no planejamento do tratamento.

 

O diagnóstico preciso constitui a etapa mais importante para a definição de uma estratégia terapêutica segura e eficaz, permitindo prevenir complicações como perda visual e desequilíbrios hormonais persistentes

Tratamento dos tumores de hipófise

O tratamento dos tumores de hipófise é definido principalmente com base no tamanho da lesão e em seu comportamento hormonal. Esses dois fatores são determinantes para a escolha da estratégia terapêutica mais adequada.

 

Os tumores produtores de prolactina, conhecidos como prolactinomas, costumam apresentar excelente resposta ao tratamento medicamentoso. Em muitos casos, a terapia clínica permite controlar a produção hormonal e reduzir o tamanho do tumor, tornando possível evitar ou postergar a necessidade de cirurgia.

 

Já os tumores menores que 1 cm e que não produzem hormônios frequentemente podem ser acompanhados de forma conservadora. Nesses casos, o seguimento é realizado por meio de exames seriados de ressonância magnética, considerando que uma parcela dessas lesões pode permanecer estável ao longo do tempo, sem crescimento significativo.

 

Por outro lado, tumores maiores que 1 cm ou produtores de hormônios que não sejam prolactina geralmente apresentam melhor controle com a remoção cirúrgica.

 

A cirurgia tem como objetivo não apenas tratar o crescimento tumoral, mas também prevenir os efeitos do excesso hormonal e reduzir o risco de compressão das estruturas vizinhas, especialmente os nervos ópticos.

 

A definição do tratamento ideal deve sempre considerar as características individuais de cada paciente, integrando dados clínicos, hormonais e radiológicos.

 

Nos casos em que o tratamento cirúrgico é indicado, a abordagem mais utilizada atualmente é a cirurgia endoscópica endonasal.

 

Esse procedimento é realizado através do nariz, sem a necessidade de cortes externos, permitindo acesso direto à glândula hipófise de forma minimamente invasiva.

 

Essa técnica oferece excelente visualização anatômica e, em geral, está associada a uma recuperação mais rápida.

 

Ainda assim, é fundamental destacar que cada caso deve ser cuidadosamente avaliado, considerando as características do tumor e as particularidades clínicas de cada paciente.

Perguntas frequentes

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